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Muito além do iPad made in Brazil: Os planos de Mercadante para a tecnologia do País

Parece que nos últimos meses Aloízio Mercadante virou o Ministro dos Tablets. Metade das vezes em que ele aparece nos jornais é para dar uma nova data para o iPad Made in Brazil ou estimar em quanto os preços vão cair. Lendo os jornais, parece que ontem não foi diferente: em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ele deu uma nova data para o mítico tablet-de-Jundiaí, e há motivos para duvidar novamente. O que muitos ignoram é que a tábua da Apple ocupou uns 20 segundos da fala de horas do ministro. Aos senadores, ele explicou os planos do governo para melhorar a nossa mão-de-obra, premiar bons estudantes, atrair investimentos e virar uma potência em tecnologia. Há um bocado de blablablá de político, é claro, mas alguns dados e programas estratégicos revelam um plano consistente e promissor. Estou sendo otimista demais? Acompanhamos a audiência e destacamos os principais momentos da fala de Mercadante:

[O texto abaixo foi selecionado, cortado e colado, conforme taquigrafado pelo Senado, levemente editado para clareza (São todas as palavras do ministro). Você pode ler e ouvir a reunião da CAE aqui.]

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[Brasil]Governo dá o primeiro passo para diminuir impostos sobre tablets

computadoresfabricados no Brasil têm tributação diferenciada, e uma medida provisória coloca os tablets na mesma categoria. Mas ainda faltam algumas coisas para vermos o preço das tábuas realmente cair nas lojas.

Na prática, a MP altera esta lei aqui de 2005, e reduz a zero o PIS/Cofins “incidentes sobre a receita bruta de venda a varejo” dos tablets que tiverem sido fabricados aqui (atualmente é 9,25%) – além de incluir a informação na nota fiscal.  Aos tributaristas de plantão, aqui está a (curta) MP publicada hoje no DO:

MEDIDA PROVISÓRIA No534, DE 20 DE MAIO DE 2011

Altera o art. 28 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, para incluir no Programa de Inclusão Digital  Tablet PC produzido no País conforme processo produtivo básico estabelecido pelo Poder Executivo.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1o O art. 28 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 28. ……………………………………………………………………..

VI – máquinas automáticas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 cm2(Tablet PC), classificadasna subposição 8471.41 da Tipi, produzidas no País conforme processo produtivo básico estabelecido pelo Poder Executivo
………………………………………………………………………………….

§ 4º Nas notas fiscais emitidas pelo produtor, pelo atacadistae pelo varejista relativas à venda dos produtos de que trata oinciso VI do caput, deverá constar a expressão “Produto fabricadoconforme processo produtivo básico”, com a especificação do atoque aprova o processo produtivo básico respectivo.” (NR)

Art. 2º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 20 de maio de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

Note que o tamanho (140 cm2) exclui coisas como o Dell Streak, de 5” e basicamente estabelece o mínimo de tablets em 7 polegadas, como o Galaxy Tab. Ainda faltam ser publicadas portarias do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Trabalho para enquadrar definitivamente os tablets no “Processo Produtivo Básico”, eliminando ainda mais tributos para as coisas made in brazil e estabelecendo prazos para a nacionalização dos eletrônicos. No início, tablets precisarão apenas de algo como 25% das peças feitas aqui para ganhar a desoneração. Mas em 2015 um tablet tem de ser quase 80% nacional para pagar menos tributos.

Quanto isso vai afetar o preço? O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fala em redução de 36%. Alguns tributaristas falam em 30%. De todo modo, as mudanças não deverão impactar o preço nos próximos 3 meses pelo menos, já que os tablets mais desejados, como o iPad 2 e o vindouro Galaxy Tab 10.1 são fabricados lá fora – por enquanto.

Nós achamos muito cedo fazer qualquer previsão sobre a queda real de preços – note que, mesmo com todos os benefícios fiscais, netbooks feitos no Brasil ainda custam o dobro do equivalente americano – e estamos investigando com fabricantes e varejistas para apurar a real redução. Espere um guia aqui tirando todas as dúvidas quando o governo acabar de lançar o “pacotão pró tablets”.[gizmodo]

Apple Store no Brasil? Steve Jobs diz que não!

O Brasil está crescendo, e não há como negar que nos últimos tempos algumas grandes empresas voltaram seus olhos para o mercado brasileiro. A Apple por exemplo, hoje já possui uma versão online brasileira da Apple Store, e possui algumas “Apple Shops” no Brasil, em parceria com a FNAC. OK, mas não poderia ser melhor? Claro que sim… O que impede então?

A implementação de uma Apple Store física, estava nos planos do Secretário de Patrimônio do Rio de Janeiro, para integrar o projeto de revitalização do centro da “Cidade Maravilhosa”. Mas, segundo informou o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo, a resposta de Steve Jobs não foi nada “maravilhosa”.

“Não podemos nem exportar os nossos produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país. Muitas companhias high tech se sentem assim.”, afirma Steve Jobs.

Sabe o que é mais triste…? Ele tem razão!

Essa recusa do Steve Jobs me mostra uma coisa… Este é só mais um negócio e oportunidade, perdida pelo Brasil em função de sua carga tributária altíssima e “bagunçada”. Imaginem quantas oportunidades e novos negócios teríamos por aqui se o governo desse incentivo e praticasse um imposto justo?
Atualmente os impostos são de 60% do valor do produto

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