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Oi se oferece para universalizar banda larga. Por R$ 27 bilhões

Governo: Dona Oi, tô querendo levar banda larga mais barata pra todo mundo. Ia colocar a Telebrás pra cuidar disso, mas dá um trabalho danado… Dona Oi: O senhor se preocupa não, senhor governo. Eu faço o silviço pro senhor. Governo: Ufa! Dona Oi: Mas ó. Não é muito barato não. Somando as diárias, mais os 3 pedreiros, dá 27 BILHÕES DE REAIS. Governo: Mas aí nesse preço a internet fica de graça pra todo mundo, né? Dona Oi: Fica não. Fica R$ 35 por cabeça. Governo: Mas você já cobra R$ 40! Dona Oi: Sem chorar. Vai querer que eu faça o serviço ou não?

Eu estou fazendo uma reforma em casa há semanas, e fiz um mashup de conversas de empreiteiros/encanadores com essa notícia que li na Folha. Mas é mais ou menos isso: a Oi se ofereceu para levar a cabo o plano de universalização da banda larga do governo, cobrando módicos R$ 27 bilhões em isenções fiscais, incentivos e outras maneiras bonitas de se falar dinheiro. Ela se aproveitaria da estrutura de fibras ópticas ociosa e levaria internet de 600 kbps  a R$ 35 para seus assinantes – R$ 60 para quem não é.

Acompanha fritas, Oi?

O mais bizarro é que algumas pessoas do Ministério das Comunicações do Planejamento e Casa Civil ficaram felizes com a proposta da Oi. O projeto original do governo previa investimentos de R$ 8 bilhões e a reativação da Telebrás. Internamente, o governo federal havia achado isso caro. Mas agora que o preço da “alternativa” foi revelado, é mais provável que se resolva tudo em casa, sem a iniciativa privada. A Folha fez um infográfico interessante para entender a confusão.[Folha]

retirado de : gizmodo

Intelig lança banda larga via rede elétrica de até 15Mbps

Depois que a Aneel aprovou a regulamentação de banda larga via rede elétrica, no ano passado, esperava-se que as primeiras ofertas do serviço surgissem agora em 2010. De fato: a Intelig, que faz parte da TIM, agora oferece serviço de banda larga via rede eletrica de 5 a 15Mbps — por enquanto só na cidade de São Paulo, mas o objetivo é oferecê-la aos poucos em todo o país.

A banda larga via rede elétrica usa a infraestrutura da AES Eletropaulo Telecom, e está disponível por enquanto só nos bairros paulistanos de Moema, Pinheiros e Jardins, para 18 mil residências. Com preços a partir de R$84,90 para 5Mbps, o plano inclui também uma linha fixa da Intelig.

A instalação parece ser bem simples: o técnico visita você, o modem da banda larga via rede elétrica (como o da foto acima) é encaixado na tomada, e pronto — você esta conectado à interwebs. Mas como funciona essa bruxaria de converter energia elétrica em internet? Na verdade não é isso que acontece: os dados trafegam pelo cobre da fiação da sua casa. O G1 fez um infográfico explicando direitinho como isso funciona.

Como a internet via rede elética ainda está começando no Brasil, imagino que o serviço enfrente alguma instabilidade no começo, mas R$85 por 5Mbps me parece um negócio razoável, especialmente se eu não precisar espalhar fios pela casa. Eu moro em São Paulo, e só de pensar que um dia esse serviço vai chegar aqui em casa — e quem sabe a GVT também, com seus preços camaradas — fico já com água na boca. [Intelig viaFolhaInfo]

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