Arquivo da categoria: Discussões

Apps para Android ficarão mais bonitos

“Por que os apps do meu iPhone são mais bonitos que o do Android?” A pergunta foi dirigida a Matias Duarte (foto), diretor de interfaces para o Android, em um debate patrocinado pelo Techcrunch ontem. A resposta veio em forma de outra pergunta: “Por que os sicilianos são mais bonitos que caras de outros lugares?”, o que causou risos na plateia. “A beleza está nos olhos de quem vê”, completou Duarte, dizendo que há programinhas bonitões no mercado do robô. Depois da brincadeira ele de certa forma admitiu o problema, dizendo que o Android era “mais jovem” e que muitas coisas boas virão para os desenvolvedores com o Ice Cream Sandwich.

Duarte chegou ao Google ano passado depois de fazer um excelente trabalho na Palm, onde foi o líder do time de design que fez o WebOS, um SO que não foi pra frente mas tem algumas ideias ótimas. O painel que ele participou no Mobile First Crunchup  era sobre design para mobile, mas é claro que o debate descambou para mais uma edição da guerra “Android x iOS”. As justificativas apresentadas para apps mais bonitos do lado da maçã foram diversas. A mais mencionada foi o fato de o Android ser uma plataforma mais jovem. Jake Mintz, que faz apps que funcionam nos dois sistemas, disse que é mais difícil contratar desenvolvedores para Android, já que há mais gente interessada no iOS.  O convidado Steve Jang, que faz apps para iPhone apenas, tem outra teoria:

“Eu aposto que se você colocar 100 designers em uma sala, haverá mais usuários de Mac e mais usuários de iPhone. A [tendência de apps mais bonitos no iOS] é um reflexo dos usuários da plataforma”, opinou. A explicação pode ser um bocado mais simples, como ficou claro em outros paineis e comentários: é mais fácil desenvolver coisas bonitas para iPhone. O UIKit, biblioteca de funcionalidades e visuais para programação em iOS, é vastamente aplicada e padronizada, e encorajada pela Apple. Os guias de interface para Xcode também. Por isso os ícones, menus e posicionamento dos atalhos nos apps de iOS são muito parecidos. E há, é claro, o fato de que um desenvolvedor para iOS tem que se preocupar menos com variação do hardware que receberá o programa, desafios enfrentados por quem desenvolve para o Android.

Do lado de lá, falta essa consistência na aparência e funcionamento de apps (também presente no Windows Phone 7, por exemplo), mas Duarte disse que a situação vai melhorar um bocado para o lançamento do Android 3.0, vulgo Ice Cream Sandwich, programada para os próximos meses.

Nós estamos tentando fazer um ‘tamanho único’, e existem produtos diferentes para necessidades diferentes. Isto posto, nós sabemos o quão difícil é desenvolver neste ambiente. O Ice Cream Sandwich dá a você muitas ferramentas para ajudar a construir um app que funcione de maneira consistente em uma variedade de tamanhos de tela e formatos. E antes disso nós vamos soltar ferramentas para ajudar os desenvolvedores a focarem e otimizarem seus apps. Nós lançamos recentemente o sistema de APKs múltiplas e para aparelhos específicos.Nós queremos fazer essa transição mais fácil e criar coisas realmente bonitas para o Android.

No fim da discussão, todos concordaram que o mercado de apps para Android em algum momento vai se equiparar ao do iOS, dado o crescimento da plataforma: como há cada vez mais gente usando, deixar de disponibilizar um app bonito no Android será uma oportunidade desperdiçada, que pode custar caro.

Todos os paineis podem ser vistos (em inglês sem legendas, infelizmente) no Techcrunch. Vale gastar um tempinho.[gizmodo]

Baterias de lítio com nova tecnologia encaram mais recargas e aguentam o calor

Baterias de íons de lítio foram um avanço tecnológico enorme em relação às baterias de níquel-cádmio, já que não possuem o “efeito memória” – ou seja, elas podem ser carregadas constantemente sem perda de autonomia. No entanto, baterias de Li-Ion não aguentam muito calor, e têm uma certa tendência em explodir. Uma nova tecnologia de lítio-imida da Leyden Energy, no entanto, deixa a bateria de lítio mais segura – e mais duradoura.

O problema com as baterias de lítio tradicionais é que elas são muito suscetíveis tanto à degradação pelo calor, como à umidade. As altas temperaturas geradas pelo seu processador overclockado com mil núcleos faz com que os eletrodos da bateria reajam com o eletrólito – a substância dentro da bateria que conduz eletricidade – o que causa uma perda de carga total. A umidade é um problema também, pois a água reage com os sais no eletrólito formando ácido clorídrico, uma das substâncias mais corrosivas no planeta, que dissolve as camadas de cátodo e ânodo na bateria e causa um acúmulo de gases (por isso baterias de lítio antigas estufavam um pouco).

E esta degradação pode acontecer rápido: algumas células de bateria perdem até 50% da capacidade com apenas 300-500 ciclos de recarga. Por isso você não encontra baterias de lítio com garantia maior que 12 meses.

As novas baterias de lítio-imida da Leyden Energy, por outro lado, usam um sal patenteado no eletrólito que aguenta melhor o calor e não reage com a umidade, além de conter um cátodo de grafite condutor – em vez do alumínio das outras baterias – para resistir ainda mais ao calor. O resultado: baterias de lítio que duram por até três anos e mais de 1.000 ciclos de recarga, e que mantêm a capacidade de carga mesmo chegando ao fim da vida útil. Segundo Marc Juzkow, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia da Leyden Energy, “mesmo se você usar sua bateria a cada dia por três anos, você ainda terá 80% da capacidade inicial.”

A tecnologia da Leyden Energy foi aplicada nas baterias para notebook Advanced Pro Series  da Dr. Battery, empresa canadense de baterias. Elas estão disponíveis para laptops de várias marcas (Acer, Dell, HP e outras), operam em temperaturas de -20°C a 60°C, e têm dois anos de garantia. Baterias de 4.400mAh custam US$88.[gizmodo]

Samsung contra-ataca e processa Apple em três países

Briga de advogados na lama! Após a Apple processar a Samsung alegando infrações de patentes de seus aparelhos, a defesa não demorou muito para bolar seu contra-atque e dizer “nananinanão, VOCÊS estão fazendo isso”. A Samsung arquivou ações contra a Apple na Coreia do Sul, no Japão e na Alemanha, dizendo que a Apple que infringe suas patentes.

Empresas de celulares e mobilidade se processando não é algo incomum — na verdade, é um ato quase banal para nós. Mas a Samsung é uma das maiores distribuidoras de componentes da Apple, e é estranho ver  duas empresas que dependendem tanto uma da outra saindo no tapa assim. Mas não se assustem, crianças! O final da história será o mesmo de sempre: uma empresa multibilionária pagando outra empresa multibilionária uma montanha de dinheiro, que será usado exclusivamente para a compra de privadas de ouro. [gizmodo]

Rede social corporativa ajuda na retenção de talentos e na troca de conhecimento

 Plataforma de aprendizagem colaborativa permite a gestores e profissionais da área de recursos humanos conhecerem melhor a linguagem e às necessidades da geração Y. B2Learn já vem sendo utilizado por grandes empresas para integrar os públicos, mediar relações e fornecer troca de informações relevantes para o crescimento da empresa

 Com tantos estímulos externos e acesso à informação, treinar, integrar e manter boas equipes no ambiente corporativo não é das tarefas mais fáceis. A situação se complica ainda mais quando se trata de profissionais da geração Y. Os integrantes desta geração já estão com 30 anos e ainda têm mudado conceitos e quebrado paradigmas principalmente no que diz respeito a rígidos controles hierárquicos e a ambientes de trabalho inflexíveis.

 Mas o ambiente corporativo também está mudando e muitas vezes cedendo às necessidades desse grupo que garante resultados, mas espera mais que pagamento no fim do mês. Reconhecimento, crescimento profissional e liberdade são as características da geração Y, que faz do mercado de trabalho seu habitat e espera sempre mais dos empregadores.

 Para esse público, informação e aprendizado precisam vir de forma ágil, simples e integrada. Adeptos a novas tecnologias, valorizam a troca de conhecimento e as relações sociais como poucos. Desafio para os recrutadores e gestores de recursos humanos que têm se desdobrado para conseguir os canais de comunicação mais eficientes para conquistar e reter esses profissionais.

 Um modelo que vem sendo utilizado por grandes empresas como Itaú Cultural e Banco Santander com sucesso é o B2Learn. Uma ferramenta de aprendizagem social e colaborativa criada para proporcionar aos jovens uma forma de aprendizado diferente e com atrativo suficiente para reter talentos e integrar equipes de trabalho.

 “O B2Learn foi criado para suprir a falta de engajamento e motivação dos profissionais com os e-learnings hoje disponíveis no mercado, principalmente pelo público jovem. A solução proposta é uma ferramenta de aprendizagem social junto com um time de especialistas para ajudar a programar, gerir e mensurar programas de aprendizagem colaborativa”, aponta o fundador da Zaine, empresa desenvolvedora do B2Learn, Wilton Pinheiro.

Como funciona o B2Learn

O B2Learn engloba uma rede social corporativa, aos moldes do Facebook, na qual as pessoas se reconhecem virtualmente e criam conexões e, com isso, geram maior engajamento.

 As salas virtuais reúnem usuários em torno de temas e é onde as pessoas podem compartilhar conhecimentos. O profissional, seja ele estagiário ou trainee, se torna parte da instituição, sendo ativo e relevante, o que gera maior motivação e retenção.

 Além disso, o B2Learn oferece o serviço de gestão colaborativa: profissionais da Zaine fazem a gestão da ferramenta, visando aplicar metodologias de estímulo, criar relatórios e gerenciar a convergência das discussões.

 O sistema utiliza ferramentas síncronas como assíncronas. Entre as síncronas, os principais destaques são as de bate-papo e vídeo online (transmissão de cursos ao vivo, por exemplo). Entre as assíncronas, fórum, wiki e blog.

 A ferramenta dispõe de alta flexibilidade para customizações a um baixo custo e é desenvolvida pelo modelo de Software-as-a-Service (Software como Serviço).

 A Zaine

A Zaine foi criada, em 2008, a partir da união entre os engenheiros de computação Wilton Pinheiro e Daniel Madruga. Ambos graduaram-se na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 O B2Learn é um produto da Zaine Software, empresa que trabalha no mercado de gestão e transmissão do conhecimento. A Zaine tem como objetivo principal disponibilizar soluções inovadoras e customizadas a cada um de seus clientes, sempre focando em qualidade na prestação de serviços, sejam eles em consultoria ou na disponibilização de sistemas.

MATERIAIS DE APOIO

·         Site do B2Learn: http://www.b2learn.com.br/

·         Blog do B2Learn: http://www.blog2learn.com.br/

[por: Leitora Vania]

Oi se oferece para universalizar banda larga. Por R$ 27 bilhões

Governo: Dona Oi, tô querendo levar banda larga mais barata pra todo mundo. Ia colocar a Telebrás pra cuidar disso, mas dá um trabalho danado… Dona Oi: O senhor se preocupa não, senhor governo. Eu faço o silviço pro senhor. Governo: Ufa! Dona Oi: Mas ó. Não é muito barato não. Somando as diárias, mais os 3 pedreiros, dá 27 BILHÕES DE REAIS. Governo: Mas aí nesse preço a internet fica de graça pra todo mundo, né? Dona Oi: Fica não. Fica R$ 35 por cabeça. Governo: Mas você já cobra R$ 40! Dona Oi: Sem chorar. Vai querer que eu faça o serviço ou não?

Eu estou fazendo uma reforma em casa há semanas, e fiz um mashup de conversas de empreiteiros/encanadores com essa notícia que li na Folha. Mas é mais ou menos isso: a Oi se ofereceu para levar a cabo o plano de universalização da banda larga do governo, cobrando módicos R$ 27 bilhões em isenções fiscais, incentivos e outras maneiras bonitas de se falar dinheiro. Ela se aproveitaria da estrutura de fibras ópticas ociosa e levaria internet de 600 kbps  a R$ 35 para seus assinantes – R$ 60 para quem não é.

Acompanha fritas, Oi?

O mais bizarro é que algumas pessoas do Ministério das Comunicações do Planejamento e Casa Civil ficaram felizes com a proposta da Oi. O projeto original do governo previa investimentos de R$ 8 bilhões e a reativação da Telebrás. Internamente, o governo federal havia achado isso caro. Mas agora que o preço da “alternativa” foi revelado, é mais provável que se resolva tudo em casa, sem a iniciativa privada. A Folha fez um infográfico interessante para entender a confusão.[Folha]

retirado de : gizmodo

Os cães de guerra: Apple vs. Google vs. Microsoft

É difícil compreender o tamanho surpreendente da batalha épica entre Microsoft, Google e Apple. Bilhões em cima de bilhões de dólares. Indústrias inteiras em jogo. Este é o tabuleiro. Estas são as peças.

Clique na imagem para ver maior

Se você refletir um pouco, o que impressiona não é o tamanho da Microsoft ou da Apple, empresas com décadas de idade, titãs estabelecidos da indústria (mesmo que tenham tropeçado no passado) — é o Google que impressiona. Em apenas dez anos, o Google se tornou indiscutivelmente a empresa mais importante da web, alastrando tudo com toques de internet com velocidade espantosa, quase como um vírus: da web e busca a livros, vídeo, celulares, sistemas operacionais e, em breve, sua TV. Amigos viraram inimigos, e inimigos ficaram mais paranoicos. E sabe, é questão de tempo até que as lacunas restantes do Google neste gráfico sejam preenchidas.

Lá nos anos 90, “hegemonia” era outra forma de dizer “Microsoft”. Era a Microsoft que queria invadir tudo. Era a Microsoft que ficava na mira da Justiça americana por problemas de antitruste. Em qualquer lugar onde havia computação, havia a Microsoft. Mas hoje, é a Apple que conquistou a música. Foi a Apple que revolucionou os celulares. Foi a Apple que levou às massas a computação por tablet. Não a Microsoft. Em segundo lugar, a Microsoft não vai a lugar nenhum. Só que eles tentam alcançar mais do que tentam liderar, pelo menos quando se trata das coisas com as quais as pessoas se importam mais hoje, como a web e os dispositivos móveis.

O que está em jogo? Nada menos que o futuro. A Microsoft quer que a computação permaneça ligada ao desktop — três telas e uma nuvem, como o Ballmer gosta de dizer. A Apple quer dispositivos de informação fechados, com vários apps de terceiros, computadores que qualquer um pode usar. E, para o Google, todos os caminhos levam à internet, e a internet é sinônimo de Google.

Este não é um plano para o futuro. É um guia para estudo do que acontece agora.

Imagem feita para o Gizmodo por Shane Snow

fonte: gizmodo

%d blogueiros gostam disto: