Arquivo mensal: julho 2011

Apps para Android ficarão mais bonitos

“Por que os apps do meu iPhone são mais bonitos que o do Android?” A pergunta foi dirigida a Matias Duarte (foto), diretor de interfaces para o Android, em um debate patrocinado pelo Techcrunch ontem. A resposta veio em forma de outra pergunta: “Por que os sicilianos são mais bonitos que caras de outros lugares?”, o que causou risos na plateia. “A beleza está nos olhos de quem vê”, completou Duarte, dizendo que há programinhas bonitões no mercado do robô. Depois da brincadeira ele de certa forma admitiu o problema, dizendo que o Android era “mais jovem” e que muitas coisas boas virão para os desenvolvedores com o Ice Cream Sandwich.

Duarte chegou ao Google ano passado depois de fazer um excelente trabalho na Palm, onde foi o líder do time de design que fez o WebOS, um SO que não foi pra frente mas tem algumas ideias ótimas. O painel que ele participou no Mobile First Crunchup  era sobre design para mobile, mas é claro que o debate descambou para mais uma edição da guerra “Android x iOS”. As justificativas apresentadas para apps mais bonitos do lado da maçã foram diversas. A mais mencionada foi o fato de o Android ser uma plataforma mais jovem. Jake Mintz, que faz apps que funcionam nos dois sistemas, disse que é mais difícil contratar desenvolvedores para Android, já que há mais gente interessada no iOS.  O convidado Steve Jang, que faz apps para iPhone apenas, tem outra teoria:

“Eu aposto que se você colocar 100 designers em uma sala, haverá mais usuários de Mac e mais usuários de iPhone. A [tendência de apps mais bonitos no iOS] é um reflexo dos usuários da plataforma”, opinou. A explicação pode ser um bocado mais simples, como ficou claro em outros paineis e comentários: é mais fácil desenvolver coisas bonitas para iPhone. O UIKit, biblioteca de funcionalidades e visuais para programação em iOS, é vastamente aplicada e padronizada, e encorajada pela Apple. Os guias de interface para Xcode também. Por isso os ícones, menus e posicionamento dos atalhos nos apps de iOS são muito parecidos. E há, é claro, o fato de que um desenvolvedor para iOS tem que se preocupar menos com variação do hardware que receberá o programa, desafios enfrentados por quem desenvolve para o Android.

Do lado de lá, falta essa consistência na aparência e funcionamento de apps (também presente no Windows Phone 7, por exemplo), mas Duarte disse que a situação vai melhorar um bocado para o lançamento do Android 3.0, vulgo Ice Cream Sandwich, programada para os próximos meses.

Nós estamos tentando fazer um ‘tamanho único’, e existem produtos diferentes para necessidades diferentes. Isto posto, nós sabemos o quão difícil é desenvolver neste ambiente. O Ice Cream Sandwich dá a você muitas ferramentas para ajudar a construir um app que funcione de maneira consistente em uma variedade de tamanhos de tela e formatos. E antes disso nós vamos soltar ferramentas para ajudar os desenvolvedores a focarem e otimizarem seus apps. Nós lançamos recentemente o sistema de APKs múltiplas e para aparelhos específicos.Nós queremos fazer essa transição mais fácil e criar coisas realmente bonitas para o Android.

No fim da discussão, todos concordaram que o mercado de apps para Android em algum momento vai se equiparar ao do iOS, dado o crescimento da plataforma: como há cada vez mais gente usando, deixar de disponibilizar um app bonito no Android será uma oportunidade desperdiçada, que pode custar caro.

Todos os paineis podem ser vistos (em inglês sem legendas, infelizmente) no Techcrunch. Vale gastar um tempinho.[gizmodo]

Baterias de lítio com nova tecnologia encaram mais recargas e aguentam o calor

Baterias de íons de lítio foram um avanço tecnológico enorme em relação às baterias de níquel-cádmio, já que não possuem o “efeito memória” – ou seja, elas podem ser carregadas constantemente sem perda de autonomia. No entanto, baterias de Li-Ion não aguentam muito calor, e têm uma certa tendência em explodir. Uma nova tecnologia de lítio-imida da Leyden Energy, no entanto, deixa a bateria de lítio mais segura – e mais duradoura.

O problema com as baterias de lítio tradicionais é que elas são muito suscetíveis tanto à degradação pelo calor, como à umidade. As altas temperaturas geradas pelo seu processador overclockado com mil núcleos faz com que os eletrodos da bateria reajam com o eletrólito – a substância dentro da bateria que conduz eletricidade – o que causa uma perda de carga total. A umidade é um problema também, pois a água reage com os sais no eletrólito formando ácido clorídrico, uma das substâncias mais corrosivas no planeta, que dissolve as camadas de cátodo e ânodo na bateria e causa um acúmulo de gases (por isso baterias de lítio antigas estufavam um pouco).

E esta degradação pode acontecer rápido: algumas células de bateria perdem até 50% da capacidade com apenas 300-500 ciclos de recarga. Por isso você não encontra baterias de lítio com garantia maior que 12 meses.

As novas baterias de lítio-imida da Leyden Energy, por outro lado, usam um sal patenteado no eletrólito que aguenta melhor o calor e não reage com a umidade, além de conter um cátodo de grafite condutor – em vez do alumínio das outras baterias – para resistir ainda mais ao calor. O resultado: baterias de lítio que duram por até três anos e mais de 1.000 ciclos de recarga, e que mantêm a capacidade de carga mesmo chegando ao fim da vida útil. Segundo Marc Juzkow, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia da Leyden Energy, “mesmo se você usar sua bateria a cada dia por três anos, você ainda terá 80% da capacidade inicial.”

A tecnologia da Leyden Energy foi aplicada nas baterias para notebook Advanced Pro Series  da Dr. Battery, empresa canadense de baterias. Elas estão disponíveis para laptops de várias marcas (Acer, Dell, HP e outras), operam em temperaturas de -20°C a 60°C, e têm dois anos de garantia. Baterias de 4.400mAh custam US$88.[gizmodo]

[Video-Aula]Que editor escolher?

Olá, tudo bem?Estarei abordando um tema um pouco frequente, qual editor escolher?

Usarei como exemplo varios editores famosos hoje.

 

Não se esqueção se comentar.

 

 

Já derrubou um celular no chão alguma vez ? E um Tablet?

Um grupo de pessoas realizou alguns testes de impacto nos Tablet’s Motorola Xoom, Samsung Galaxy e iPad2. Eu não chamaria eles de loucos pois estão fazendo testes cientes do que está acontecendo, mas cai entre nós, bem que esses tablet’s poderiam ser nosso.

Você teria coragem de fazer esses testes? Nos responda nos comentarios.

Quanto cobrar?

Eis a questão que pega a todos os web-designers, QUANTO COBRAR?
Existem algumas questões “cretinas” que são feitas por todas as pessoas a um profissional da web, como por exemplo:

  • Você faz site?
  • Um site simples
  • Com um link e umas páginas da empresa
  • com uma animação em flash.

São tipos de perguntas que acabam sendo chatas, influenciando um trabalho bem feito de um profissional, independente da profissão.

Vejão a palestra de Sandro Reiller no Instituto Infnet.

Cliquem aqui para assistir o video.

O que Google+ realmente faz?

Eu normalmente sou sempre o primeiro a me empolgar pelas novidades tecnológicas, particularmente as do Google. Até hoje uso o Buzz, por exemplo. E o Wave? Ainda penso que talvez este fosse um mundo digital melhor se ele tivesse realmente substituído o email, como era a ambição inicial. Sério. Sendo assim, é óbvio que os meus olhos brilham ao usar o novíssimo e reluzente Google+. Mas pouco tempo depois, me perguntei se esse brilho não iria rapidamente se perder junto com o cheirinho de rede social nova. Porque, quando fecho os olhos e penso bem, chego à conclusão que o Google+ não serve para muita coisa.

Você pode entrar no Google+ e compartilhar coisas com seus amigos. Ou com a sua família. Ou pode compartilhar coisas específicas com aquele seu sub-grupo extremamente específico de amigos que curte jogos de tabuleiro, dança árabe ou cervejas importadas. A cada uma dessas coisas compartilhadas você pode receber elogios não-verbais (os +1), que sempre fazem bem para o ego, e, se tiver sorte, pode gerar algumas discussões interessantes.

Também dá para compartilhar umas fotos daquela sua viagem para o interior, quando você fez uma trilha com uns amigos loucos para escalar uma montanha motherfucking enorme. Caso esses amigos estejam online, você pode conversar com eles, inclusive por vídeo. E, no Sparks, se tudo der certo (essa parte do + ainda está em desenvolvimento) você poderá incluir “montanhismo”, “jogos de tabuleiro”, “cerveja” e “dança” aos seus interesses para receber automaticamente algumas novidades sobre os assuntos.

É muito bom, não é?

É, e não é.

Para quem não está tão acostumado com redes sociais mais avançadas, o fato disso tudo estar junto, num mesmo pacote, relativamente integrado e suficientemente fácil de usar, pode significar um maior número de pessoas usando a internet para algo além de email-orkut-site-de-notícias. Isso é obviamente bom.

Mas eu sinto que eu, que já navego por algum tempo e já trafego com desenvoltura por essa cidade bizarra que é a Internet (embora evite passar perto daquele bairro 4chan à noite, por precaução), não tenho muito o que fazer no Google+. Tudo que eu posso fazer com ele eu também posso fazer, e melhor, com outras ferramentas que já existem, e que eu já uso há mais tempo.

Em especial o conceito de Círculos, que parece ser considerado o maior destaque do serviço, me soa uma maneira inorgânica, “forçada”, de atingir um estado que ocorre organicamente quando você pensa que a internet inteira – e não apenas o Facebook, o Flickr, o Twitter, o Instagram etc – é uma rede “social”.

Imagine uma rua. De um lado dela, você vê uma biblioteca grande, com visual neutro e pessoas silenciosas, emprestando todos os tipos de livros. Do outro lado, você vê infinitas bibliotecas menores, mais parecidas com “cafés literários”, cada uma especializada em um assunto. Aqui só se empresta livros de arte, ali só se empresta romances europeus, naquela outra meio mal-iluminada você vai perder tempo se entrar querendo qualquer coisa que não seja um suspense, e tá vendo aquele pessoal ali com camiseta do Gizmodo? Eles estão na frente do lugar onde você só encontra quadrinhos e livros sobre cultura digital.

De que lado da rua você pegaria seus livros? Se você pensar, a nossa grande biblioteca já contém todas as pequenas livrarias. Eu fico lá.

Saindo da metáfora, voltemos para o mundo da internet. Se eu quero compartilhar fotos, tenho ultimamente usado o Instagram (poderia ser o Flickr, o 500px, ou mesmo o Facebook, ou sei lá). Todo mundo que está no Instagram comigo se interessa minimamente por fotografia. Por que eu preciso entrar no Google+, criar um Círculo chamado “Fotografia” e repassar a minha lista de centenas de contatos do Gmail adicionando dezenas de pessoas – algumas das quais eu nem sequer tenho certeza se gostam de fotografia mesmo ou se só comentaram numa foto minha por educação ou porque estavam com tendências particularmente procrastinatórias no dia – se o Instagram já é um círculo de pessoas interessadas por fotografia?

Qualquer que seja o seu interesse, você muito provavelmente encontrará um site, ou uma comunidade, ou um grupo do Facebook, onde discutir isso (inclusive com os seus amigos, se você os convidar – e se eles realmente se interessam pelo assunto, eles aceitarão o convite). Não é necessário forjar um espaço genérico para isso dentro do Google+. A ferramenta do Google quer de alguma forma centralizar todos esses mil espaços, mas eu teria que refundá-los. Faz sentido?

O recurso de videochat em grupo (Hangouts) do Google+ é provavelmente a parte mais divertida do serviço, e uma que eu me vejo usando com alguma frequência. Mas quem pensa que isso é alguma novidade não tem os mesmos amigos que eu, que frequentemente se reúnem no Skype, cada um da sua casa, para falar bobagem enquanto assistem algum jogo na TV ou evento na internet. Não é por vídeo, verdade, mas a comunicação está lá – além do mais, quem vai querer ver a minha cara enquanto fala sobre algo que está acontecendo na TV? Você vai querer olhar para o evento, não para o interlocutor. E mesmo se no fim das contas você achar que este é um recurso matador, não acredite que estará confinado ao Google+. A “grande novidade” do Facebook para os próximos dias parece girar em torno disso, e a Microsoft comprou o Skype, podendo fazer um bocado com a tecnologia e sua base de usuários.

Ainda há um outro recurso “novo” do Google+, que precisa de um bocado de desenvolvimento, o “Sparks”. Nele, é possível buscar  as notícias mais relevantes (ou teoricamente, porque por enquanto ele é péssimo) sobre determinado assunto. Os argumentos contra ele são, para mim, os mesmos: o recurso não traz nenhum resultado a que você não chegaria organicamente assinando alguns sites no seu Google Reader e prestando atenção ao que os seus amigos compartilham sobre os assuntos que você gosta para descobrir sites novos para acompanhar seus interesses.

Não sei se é assim com todo mundo (imagino seja o caso da maioria), mas 99% das vezes em que eu compartilho um link eu estou em uma dessas duas situações:

1) eu gostei desse link e quero que o maior número possível de pessoas o veja;
2) eu gostei desse link e lembrei de uma ou duas pessoas específicas que também gostariam dele, portanto quero compartilhar especificamente com elas.

A situação número 1 é o caso de um compartilhamento público no Facebook e/ou Twitter, locais onde temos uma audiência maior. Para o número 2, ainda não existe opção melhor que o bom e velho email. Enquanto eu pensava em quais Círculos montar no Google+, e em quais pessoas incluir em cada um deles, eu também pensava em que tipo de conteúdo em compartilharia em cada um deles. É difícil pensar nisso. Não consegui. Por que eu tenho que separar?

Foi então que eu decidi que eu provavelmente não usarei o Google+. Estou lá, vou entrar de vez em quando para ver o que os meus amigos e as pessoas interessantes com que eu mantenho contato estão compartilhando, vou participar de algumas discussões, mas quando quiser de fato compartilhar alguma coisa relevante para mim com quem é relevante para mim, eu vou procurar o local mais relevante para fazer isso. E, a não ser que eu me descubra muito errado nas próximas semanas, não vai ser no Google+. [gizmodo]

%d blogueiros gostam disto: