Arquivo mensal: maio 2011

[Brasil]Governo dá o primeiro passo para diminuir impostos sobre tablets

computadoresfabricados no Brasil têm tributação diferenciada, e uma medida provisória coloca os tablets na mesma categoria. Mas ainda faltam algumas coisas para vermos o preço das tábuas realmente cair nas lojas.

Na prática, a MP altera esta lei aqui de 2005, e reduz a zero o PIS/Cofins “incidentes sobre a receita bruta de venda a varejo” dos tablets que tiverem sido fabricados aqui (atualmente é 9,25%) – além de incluir a informação na nota fiscal.  Aos tributaristas de plantão, aqui está a (curta) MP publicada hoje no DO:

MEDIDA PROVISÓRIA No534, DE 20 DE MAIO DE 2011

Altera o art. 28 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, para incluir no Programa de Inclusão Digital  Tablet PC produzido no País conforme processo produtivo básico estabelecido pelo Poder Executivo.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1o O art. 28 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 28. ……………………………………………………………………..

VI – máquinas automáticas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 cm2(Tablet PC), classificadasna subposição 8471.41 da Tipi, produzidas no País conforme processo produtivo básico estabelecido pelo Poder Executivo
………………………………………………………………………………….

§ 4º Nas notas fiscais emitidas pelo produtor, pelo atacadistae pelo varejista relativas à venda dos produtos de que trata oinciso VI do caput, deverá constar a expressão “Produto fabricadoconforme processo produtivo básico”, com a especificação do atoque aprova o processo produtivo básico respectivo.” (NR)

Art. 2º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 20 de maio de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

Note que o tamanho (140 cm2) exclui coisas como o Dell Streak, de 5” e basicamente estabelece o mínimo de tablets em 7 polegadas, como o Galaxy Tab. Ainda faltam ser publicadas portarias do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Trabalho para enquadrar definitivamente os tablets no “Processo Produtivo Básico”, eliminando ainda mais tributos para as coisas made in brazil e estabelecendo prazos para a nacionalização dos eletrônicos. No início, tablets precisarão apenas de algo como 25% das peças feitas aqui para ganhar a desoneração. Mas em 2015 um tablet tem de ser quase 80% nacional para pagar menos tributos.

Quanto isso vai afetar o preço? O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fala em redução de 36%. Alguns tributaristas falam em 30%. De todo modo, as mudanças não deverão impactar o preço nos próximos 3 meses pelo menos, já que os tablets mais desejados, como o iPad 2 e o vindouro Galaxy Tab 10.1 são fabricados lá fora – por enquanto.

Nós achamos muito cedo fazer qualquer previsão sobre a queda real de preços – note que, mesmo com todos os benefícios fiscais, netbooks feitos no Brasil ainda custam o dobro do equivalente americano – e estamos investigando com fabricantes e varejistas para apurar a real redução. Espere um guia aqui tirando todas as dúvidas quando o governo acabar de lançar o “pacotão pró tablets”.[gizmodo]

Os melhores fones de ouvido (para cada tipo de orelha e de bolso)

Nós já explicamos como escolher o seu fone de ouvido perfeito. Mas talvez você nem tenha que fazer isso: nós fomos atrás de um especialista para ver quais são as escolhas dele. Aproveite!

Jude Mansilla, fundador do site Head-Fi.org, nos contou quais são os seus fones de ouvido favoritos em cada categoria explicada no post anterior, e também para cada faixa de preço.

As categorias são: Econômica (abaixo de US$ 100), Média (uma boa mistura entre recursos fartos e preço justo) e Fura-Bolso (para quem não tem limite no cartão crédito, nem na noção).

Nota para os compradores brasileiros: Sim, não há fones de ouvido que efetivamente façam diferença no som por muito menos de 80 dólares nos EUA – e as ofertas aqui não são muito satisfatórias – fora alguns da Philips ou Bose com preço ultrainflacionado. Recomendamos comprar de fora mesmo. Eu comprei todos os meus diretamente do eBay. Se você nunca teve um bom (não, fones de iPod/iPhone não contam como bons), comece por baixo.

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[Absurdo]Comprou notebook e recebeu dois pacotes de miojo

O que é pior: comprar em uma loja virtual obscura que não entrega seus produtos  ou desembolsar R$1.200 em uma loja famosa e receber dois pacotes de macarrão instantâneo no lugar? A pobre servidora pública Maria Luiza Ferreira queria comprar um notebook de presente para sua mãe, mas terá que se contentar com uma deliciosa macarronada de seis minutos.

O caso foi revelado pela CBN e confirmado pelo Submarino. Maria comprou um notebook por R$1.200 em uma promoção do site e chegou a receber a encomenda antes do combinado. Feliz da vida, abriu a caixa e deu de cara com dois pacotes de macarrão instantâneo — como se não bastasse toda a desgraça, eles sequer são os originais, da Nissin Lamen.

Ela prontamente ligou para o suporte do Submarino que, provavelmente surrealizada com as informações, não soube dizer ao certo o que a cliente deveria fazer. A devolução chegou a ser uma opção, mas será que Luiza resistiu e não abriu os pacotinhos? Pela foto, trata-se da versão de galinha, uma das opções com sabor mais marcante e toques refinados de tempero da terra.

No fim das contas, o Submarino disse à CBN que teve um problema operacional, prometeu resolver o caso, mas provavelmente a mãe de Luiza não terá seu notebook até domingo. Mas ela ganhará um almoço imperdível, sem dúvida. Aliás, fica a maior dúvida de todo o caso: quem compra dois pacotes de miojo pelo Submarino?

Famílias americanas esquecem interação e mergulham em seus gadgets

As crianças americanas estão viciadas em SMS, tablets transformam o termo “computação pessoal” e hoje o New York Times chegou a conclusão que todos temiam: as famílias estão muito ocupadas com os olhos colados nas telinhas para darem alguma atenção aos entes queridos. Os americanos têm solução? E nós, estamos indo pelo mesmo caminho?

Senhoras e senhores, conheçam a nova família moderna, cortesia da reportagem do New York Times:

A senhora Vavra, executiva da indsústria dos cosméticos em Manhattan, saca seu iPad, onde ela vê os novos looks do verão no site Refinery29.com, e percebe que seu marido, Michael Combs, está hipnotizado enquanto assiste basquete no laptop. Seu filho, Tom, de 8 anos, está sendo absorvido pelo Mario Kart para Wii em sua televisão widescreen. A filha deles, Eve, de 10, está maravilhada com um joguinho chamado Love Calculator em seu iPod Touch. “A família estava no mesmo cômodo, mas não estava junta”, lembra Vavra.

Pelos números do NYT, os americanos devem temer o futuro: qause 60% das famílias americanas com dois filhos têm dois ou mais computadores. 60% também é o número de famílias com internet com ou sem fio no país que a utilizam para diversas atividades, como ver fotos de gatinhos e encaminhar e-mails em caps lock.

E quem fará esse novo tipo de família crescer, segundo os especialistas, são os tablets (como o iPad) e os apps (iOS e Android), além de uma nova cultura em acreditar que um email ou uma mensagem podem ser, em vários casos, melhor do que falar algo. Para ilustrar a situação deprimente:

Brad Kahn, um consultor ambiental de Seattle, diz que às vezes se comunica com sua esposa, Erin, por e-mail, mesmo estando há poucos metros de distância dela, ou até mesmo no sofá, com seus laptops no colo. Ele corta a fala de sua esposa quando ela começa a dar instruções orais de afazeres do fim de semana, pedindo para que ela o envie tudo de forma eletrônica. Para Kahn, 40, é simplesmente um formato mais eficiente. “Se eu esquecer alguma instrução, ter tudo escrito pode ser bem útil para a felicidade conjugal”, diz.

Apesar de ser um cenário assutador, ele parece longe de acontecer no Brasil. Ainda vendemos poucos tablets — 100 mil no ano passado, 45 mil no primeiro trimestre de 2010, ou para menos de 0,1% da população — e smartphones não passam de 10% da base de celulares. Mesmo distante, ainda temos a boa e velha televisão para criar famílias rachadas e complexadas.

[Gizmodo]

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